sábado, 29 de outubro de 2011

Quem conhece um Jacu ou Penelope?

Acordei cedinho ouvindo um ruído estranho e ao abrir a persiana me deparei com uma ave estranha. Por trás do vidro registrei esse momento com minha câmara.
Fiquei sabendo que é um Jacu.
Vejam que interessante, um Jacu no centro de Juiz de Fora...




Penelope é um género de aves craciformes (anteriormente galliformes), que contém quinze espécies. O grupo é encontrado na América Central e América do Sul, onde habita zonas de florestas. No Brasil recebem o nome popular de jacu; nos Estados Unidos da América de guans, e nos países de língua espanhola, de pava. Sete espécies ocorrem no Brasil.
Os jacus são aves de grande porte, que podem atingir 85 cm de comprimento. A cauda é longa e arredondada, bem como as asas. O pescoço é relativamente longo e termina numa cabeça pequena. A pele em torno dos olhos está exposta e tem uma cor azulada, na maioria das espécies. Os jacus têm um papo vermelho e saliente na zona da garganta. A plumagem é uniforme e escura, em geral preta(ou uma cor 'chumbo')e com um aspecto escamado. Este efeito é produzido pelas penas do dorso e peito, que são debruadas a branco. A generalidade dos jacus têm patas avermelhadas.

sábado, 3 de setembro de 2011

Dia 05 de Setembro – 122 anos da energia elétrica em Juiz de Fora

Não poderia deixar de comemorar essa data. As aquarelas que fiz para a exposição um "palmo de arte" da Confraria de Arte no Forum da Cultura - JF, é uma homenagem a Bernardo Mascarenhas.

A primeira aquarela refere-se ao seu apelido “pardal do sertão”.

Diziam do Bernardo antes de sua partida para Juiz de Fora: - “Vamos ver o que o pardal do sertão vai conseguir no meio dos canários da cidade”. Em uma carta enviada ao irmão Caetano em 17 de agosto de 1887, Bernardo diz: “Espero em Deus que o humilde pardal do sertão não fará papel triste aqui na terra dos canários e nem voltará para sua terra quebrado e a mendigar empregos como alguém vaticinou”.
Alguns anos depois, estavam desmentidos os prognósticos amargos. O pardal do sertão merecia o respeito e a admiração dos canários da cidade e até dos da Côrte, que lhe davam o nome às ruas e o queriam fazer visconde.
E assim, ficou a partir daí conhecido como o “Bernardo de Juiz de Fora”.



A segunda Aquarela – Teia / Tear – os sonhos de Bernardo.

Embalado por seus sonhos embaixo das árvores da Fazenda de São Sabastião, Bernardo iniciou seus devaneios.Vendo as teias que as aranhas teciam nas copas das árvores formando suas tramas ele tecia seus planos. Assim como essas teias Bernardo veio mais tarde tecer seus fios e produzir os tecidos nos quais envolveria seus projetos concretizados.



Na terceira aquarela uma lâmpada guarda em seu interior a imagem de Bernardo.

Relembrando um jornal da época percebemos a importância de seua realização: “A Rua Halfeld, que era a principal, estava ocupada em vários pontos por grandes faixas suspensas com galhardetes de colorações variegadas e que de longe apresentavam aspecto garrido. Em diversos prédios viam-se lanternas multicores, arandelas de cristal e bandeiras com as cores nacionais. Às sete horas da noite, em frente a tecelagem Mascarenhas, onde se aglomerava a multidão de populares, Bernardo ligou a luz e franqueou ao público o estabelecimento inteiramente iluminado. Logo a seguir formou-se um cortejo imenso, tendo à frente a Diretoria da Companhia Mineira de eletricidade, que percorreu as ruas da cidade, tôdas iluminadas, enquanto vários fogos de artificio rabiscavam no ar (MASCARENHAS, 1957).”






Há dias uma lâmpada estourou em minha casa e de uma forma surpreendente ficou semelhante à pintura que fiz. 122 anos depois eu segurava um simbolo quebrado que para 
mim representa o fim, porque o que se quebra não pode ser colado.



A PREOCUPAÇÃO DE BERNARDO COM A INSTRUÇÃO DE SEUS FUNCIONÁRIOS

Na pesquisa que estamos realizando para o Projeto de historia em quadrinhos, no qual relataremos na primeira historia a vida de Bernardo, um dos fatos que mais me deixou agradavelmente surpresa foi sua preocupação com a EDUCAÇÃO. Esse exemplo é o que queremos mostrar para nossos jovens e apresentar para todos esse personagem empreendedor, dedicado e inovador.
 “Estabelecida na zona rural, com estrutura urbana precária, tanto na vizinha Tabuleiro Grande como no arraial do Cedro, a fábrica passou a cuidar de toda a vida de seus operários, construindo casas para suas moradias, fornecendo-lhes através de um armazém géneros alimentícios, vestimenta, medicamentos, além de prestar-lhes assistência médica e instrução. Quanto à instrução, ela passou a ser uma necessidade, uma vez que o trabalho industrial, diferentemente do agrícola, necessitava que o operário soubesse ler e escrever, não só para compreender melhor as instruções que lhe eram passadas, como fazer alguns cálculos para executar seu trabalho.  Tudo indica que a escola, tanto a feminina como a masculina, começou a funcionar em junho de 1874, já que no dia 13 aparece a seguinte anotação no Livro-Diário: "A Caixa - Escola noturna -Pago a Valeriano Ferreira da Silva por 5 candieiros para a escola a 2$900 - 14$500; idem a Serafim Marinho (sua conta emassada) pelos serviços de seus carpinteiros na construção de bancos, mesas para a mesma escola - 72$600 - 87$100" (LD-CE,1872-1880:316).
No mesmo Livro, vemos duas anotações referentes ao professor que foi contratado. A primeira é de 27 de junho de 1874 referente ao pagamento "por 25 dias que lecionou a 1$000 25$000", e a outra de 25 de julho relacionada a um "adjutório ao mestre para sua mudança 12$000" (LD-CE.1872-1880:321 e 334).
A alfabetização era vital para a qualificação do operário, principalmente para a formação de futuros técnicos nacionais. Saber ler, escrever e fazer as quatro operações eram condições fundamentais para o exercício de algumas funções, notadamente as técnicas, as de controles e as de chefias. A escola, portanto, exerceu um papel decisivo para o aperfeiçoamento técnico e social do operário.
Tornando-se alfabetizado, o acesso a manuais e plantas melhorava sua condição profissional, já que passava a entender o funcionamento dos equipamentos, além de passar a assimilar, com mais clareza, o regulamento e outras normas escritas, o que lhe permitia aprender novos hábitos, diferenciando-o do escravo e do trabalhador rural analfabetos e na sua maioria desqualificados, com pouquíssimas oportunidades de ascensão profissional.

Foi, portanto, do ponto de vista social que a escola teve uma influência decisiva na vida do operariado, não só diferenciando-o dos demais trabalhadores analfabetos, mas estimulando-o para que "o jovem operário crescesse profissionalmente e ascendesse social e economicamente" (GIROLETTI, 1991:99).*
Um País que não investe em EDUCAÇÃO não está avaliando o quanto está perdendo nem o que estará irremediavelmente destroçado no futuro. 

Dignidade, saber e auto-estima não tem preço e só pode ser conquistado com investimento no desenvolvimento do ser humano.

Num momento em que lutamos pela qualidade da EDUCAÇÃO e pela valorização do PROFESSOR esse exemplo nos impulsiona e nos faz esquecer os obstáculos e procurar sempre o sucesso e a concretização de nossos sonhos.


*MASCARENHAS, Nelson Lage, Bernardo Mascarenhas - O surto industrial de Minas Gerais, Gráfica e Editora Aurora, RJ , (1957?).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

OUSAR VENCER!



Tenho recebido emails de alunos e encontro com alguns professores na rua que me perguntam, você está em GREVE? Minha resposta é sim, estamos em GREVE.

Quem me conhece sabe que eu me considero uma professora apaixonada, pois adoro dar aulas e acho que ensinar arte me faz feliz. Mas, quanto a OUSAR LUTAR isso fica por conta da incoerência das nossas vidas porque precisamos parar de trabalhar para conseguirmos melhorar nossas condições de trabalho.

Eu trabalho na Rede Municipal de Ensino há 09 anos e nunca faltei um dia sequer e só perdi meio dia de trabalho por questões de saúde. Por isso posso dizer que estou fazendo GREVE sim, pela EDUCAÇÃO, pela regularização do Piso Nacional para Professores que é uma LEI, pela ampliação da hora extraclasse que é o momento que precisamos para preparar nossas aulas e que está prevista em Lei também. Enfim, é apenas uma continuação de uma luta que já tenho feito há anos sempre levantando a bandeira de uma educação de qualidade, de mais capacitação para o professor, de mais verba para a educação e a cultura, de mais valorização do Arte-Educador e da Arte como uma área do conhecimento.

Continuamos lutando pela aplicação de uma Lei, que nem seria necessaria, se nossos governantes cumprissem o que prometeram antes de se elegerem.

"Felicidade para mim é poder fazer o que gosto, que é lecionar, com dignidade e respeito."
Portanto, minha luta continua porque ensinar está no meu sangue, mas VENCER é o meu ideal.

Ousar Lutar!
Ousar Vencer!

domingo, 17 de julho de 2011

Festival de Inverno de Ouro Preto II - 2° Encontro de Arte/Educação - dias 13 e 14 jul/2011

2º ENCONTRO DE ARTE/EDUCAÇÃO DE OURO PRETO


Programação – Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto
13 de julho, quarta

9h15 – O Ensino da Arte na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP)
Palestrante: César Teixeira de Carvalho – Arte/educador. Bacharel em Ciência da Computação (UFOP) com especialização em Educação Infantil (UNI-BH), Gestor Escolar (CEPPEMG) e Arte, Educação e Novas Tecnologias (UNB). Atualmente é Chefe de Gabinete da Fundação de Arte de Ouro Preto|FAOP.Coordenador do Núcleo de Arte da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade|FAOP (2007 a 2010).
Mediadora: Cláudia Regina dos Santos – Presidente da Associação Mineira de Arte/Educação – Amarte
* A FAOP tem como missão "Valorizar a arte em todas as suas dimensões e incentivar a preservação do patrimônio cultural."
Estrutura
A Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade hoje é formada por três Núcleos:
Núcleo de Conservação e Restauração – Atrai interessados de todo o Brasil e forma especialistas na área. Localizado em um solar na rua Getúlio Vargas, no Rosário;
Núcleo de Arte - mantém oficinas livres de arte e está localizado na Casa do Presidente Pedro Aleixo, no bairro Antônio Dias;
Núcleo de Ofícios - qualifica profissionais da construção civil para atuar em obras de conservação e restauração e estará brevemente instalado no Complexo do Barão de Camargos.
A FAOP conta ainda com a Casa Bernardo Guimarães onde está instalada sua sede, com a Galeria de Arte Nello Nuno, a Biblioteca Murilo Rubião e o Memorial Presidente Pedro Aleixo.
10h15 às 10h45 – Debate
10h45 – Exibição de Documentário Temático em Arte/Educação
Mediador: Prof. Emerson de Paula – DEART – UFOP
11h30 às 12h – Debate

13h30 – Palestra: Texto e Jogo
Palestrantes: Ingrid Dormien Koudela – Livre Docente pela ECA/USP e pesquisadora pelo CNPq, docente do Curso de Pós-Graduação em Artes Cênicas na ECA/USP. Autora de Jogos Teatrais (Perspectiva, 2002). Tradutora e introdutora do Sistema de Jogos Teatrais no Brasil. Pesquisadora de Brecht. Suas publicações, entre outras TEXTO E JOGO (Koudela, Perspectiva, 2010) e BRECHT NA PÓS-MODERNIDADE (Koudela, Perspectiva, 1996).
Maia Dormien Koudela – Bacharel em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, Pós-graduada em Educação Ambiental pelo SENAC e em Pedagogia do Teatro pela Universidade de Sorocaba.
Mediador: Prof. Ms. Davi de Oliveira Pinto – DEART – UFOP
14h30 às 15h – Debate
15h – Palestra: Arte/Educação e Identidade Étnica
Palestrante: Erisvaldo Pereira dos Santos: Doutor em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004) e bacharel em Filosofia. Professor adjunto III no Departamento de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto, na área de Metodologia Científica. Atualmente, realiza estágio de Pós-Doutorado no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia.
Atualmente desenvolve um projeto de pesquisa e extensão sobre a intolerância religiosa contra as religiões de matriz africana no contexto da escola.
Mediadora: Profa. Ms Irce Guimarães – DEPRO – UFOP
16 às 16h30 – Debate
16h30 – Exposição de Livros, CD’s e Materiais Pedagógicos.

14 de julho, quinta-feira

9h – Palestra: Corpos Dançantes em Instituições de Ensino Formal e Não-Formal: Propostas Artístico/Educacionais
Palestrante: Alba Pedreira Vieira – Ph.D. em Dança (Universidade Temple, EUA, 2007), professora fundadora do Curso de Graduação em Dança da Universidade Federal de Viçosa/UFV, onde atua, paralelo às atividades acadêmicas na direção de espetáculos cênicos. Organizadora do livro digital “Educação para as Artes” (2010). Atualmente, é professora da UFV (atuando dentre outros conteúdos, com educação somática, improvisação, composição coreográfica e solística), e professora colaboradora do Mestrado em Artes da UNESP (São Paulo), e do Curso de Especialização “Pedagogias do Corpo” (Goiânia).
Mediador: Prof. Ms. Frederick Magalhães Hunzicker – DEART – UFOP
10h às 10h30 – Debate
10h30 – Apresentação dos inscritos no grupo temático Corpo, Som, Símbolo e Educação: Experimentos e Propostas
Mediadora: Profa. Michelle Gabrielli – Departamento de Artes e Humanidades/ Curso de Dança – UFV
11h30 às 11h45 – Debate.

13h30 – Palestra: A Arte/Educação e a Arterapia
Palestrante: Maria Tereza Rodrigues de Souza – Licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto, pós-graduada em Arteterapia pela Faculdade Mozarteum de São Paulo e pós-graduanda em Recursos Corporais e Artísticos – Jung e Corpo pela Universidade Paulista – UNIP. Compõe o grupo de estudos em Psicologia Analítica da Pfa. Dra. Irene Arcuri há três anos. Atualmente mantém um espaço (Setting terapêutico) na Clínica de Fisioterapia Dra. Rose Cundari em Boiçucança(SP) e coordena cursos de capacitação para professores das redes pública e particular.
Mediadora: Profa. Ms. Aline Andrade – DEART – UFOP
14h30 às 15h – Debate
15h – Apresentação dos inscritos no grupo temático Arte/Educação e Espaços Não – Formais
Mediador: Prof. Me. Acevesmoreno Flores Piegaz – DEART – UFOP
16h30 às 16h45 – Debate


Assistimos também, Lua Cambará – apresentação dia 14 de julho às 20h30, no Centro de Convenções da UFOP
Trazendo a dança contemporânea, música e teatro para os palcos do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, os bailarinos do grupo Aria Social apresentaram a peça Lua Cambará. A peça, encenada durante as programações do Festival, é baseada no conto homônimo do premiado escritor Ronaldo Correia de Brito e musicada por Antonio Madureira (Quinteto Armorial).
Sob direção geral da bailarina Cecília Brennand, o espetáculo une música, canto e dança para contar a lenda pernambucana de Lua, moça mestiça que se apaixona por um de seus capatazes e acaba amaldiçoada, vagando no além.
Com direção e coreografia de Ana Emília Freire e Carla Machado, os 45 bailarinos e seis instrumentistas encantaram os mais de 300 espectadores.

Cantores/dançarinos maravilhosos...
Iluminação perfeita!
Lindo espetáculo!
Vejam as fotos...

Festival de Inverno de Ouro Preto I - dia 12

Partimos para Ouro Preto!



Nosso objetivo? Participar do 2° Encontro de Arte/Educação de Ouro Preto...


Primeiro visitamos a exposição As Vilas na Arte: Paisagens Visíveis e Invisíveis no Centro de Artes e Convenções da UFOP.
* Reúne trabalhos de artistas e artesãos locais, que mostram a arte (popular) nascida de suas mãos e de seu imaginário.
Vejam as fotos no album!



Assistimos também a peça teatral "Édipo em 4 Estações" às 20h. A peça é uma livre adaptação de Édipo Rei, de Sófocles. Na história do dramaturgo grego, Édipo mata o pai e casa-se com a própria mãe.



Adoramos esse dia!