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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O que é participar de um Conselho



Nesses últimos dois anos em que fiz parte do Conselho Municipal de Cultura aprendi muito sobre o processo de construção de uma Lei que visa fortalecer a área cultural assim como permitir melhoras no setor artístico e cultural do município.
Após várias reuniões que duravam em torno de duas a três horas e que acontecia em geral na segunda semana de cada mês vimos que para concretizar as transformações que queríamos para nossa cidade necessitávamos antes de tudo de muita dedicação e conversa entre os representantes da sociedade civil e os membros do conselho. Nossa tentativa era atender as reivindicações dos artistas e representantes das instituições ligadas à cultura em Juiz de Fora.
Durante as palestras e debates que aconteceram na Conferência Municipal de Cultura ouvimos uma série de reclamações em relação á área cultural. Várias solicitações cobravam atividades artísticas nos bairros e alguns falaram claramente que estavam buscando outros recursos para conseguirem levar adiante seus projetos. Vimos também que a participação dos artistas foi muito pequena e a única maneira de propormos metas eficientes para melhorar o setor artístico e cultural é contar com uma participação maior de todos.
O palestrante José Jr. - consultor da Unesco no Ministério da Cultura (MinC) sugeriu a criação de comissões locais de cultura de caráter livre, que poderiam manter encontros mais frequentes com o objetivo de decidir metas e prioridades para a comunidade.
Em agosto pensamos em promover a realização de um encontro no Atelier Ponto com Arte* enviamos uma carta proposta para criarmos um grupo de discussão sobre Arte e Cultura em nosso espaço. Pensando em ampliarmos essa participação a partir do momento que outras instituições pudessem também abrigar um encontro com os interessados. Marcamos então dois dias de conversa, 12 e 13 de agosto. Só apareceu uma pessoa na terça-feira. Decepção? Desanimo? A Constatação de que falta alguma coisa. Falta participação. Falta priorizarmos um pouco do nosso tempo para pensarmos no coletivo. Falta acreditarmos que podemos fazer alguma coisa. Falta percebermos que só unidos poderemos melhorar nossa área de atuação e obtermos a valorização e o fortalecimento do mercado de arte em nossa cidade.

       Atualmente algumas áreas como música e artes cênicas, por exemplo, conseguem reunir um grupo maior de participantes porque a natureza de suas atividades privilegia o trabalho em grupo e acabam criando um laço mais forte entre os profissionais que atuam nessa área. Mas mesmo assim os diversos setores artísticos necessitam de mudanças e a definição de metas a serem executadas visando melhorar a produção, fruição e divulgação do trabalho executado no meio artístico local.

       Para conseguiremos operar mudanças necessitamos de uma operação conjunta. 
Nosso próximo passo após a aprovação da Lei que institui o Plano Municipal de Cultura é formularmos metas para iniciarmos a concretização das diretrizes propostas nas várias áreas.
   Mas como definir metas se não conseguimos reunir um número mínimo de representantes para levarmos adiante nossas reivindicações?

       De minha parte acho que fiz o possível para dar minha contribuição. Foram muitos dias de reuniões, de discussões, de propostas e no final a sensação de dever cumprido. Precisamos de mais articuladores, participantes do movimento cultural para que possamos ter fôlego para propor projetos, eventos e atividades que possibilitem a divulgação da produção artística local.

      E ai? Quem se candidata?
      Estamos buscando parceiros para propor metas e lutar para colocá-las em prática.

Rose Valverde
Conselheira de artes plásticas no CONCULT Juiz de Fora

* Atelier Ponto com Arte
Rua Barão de São Marcelino, 124 - Alto dos Passos
blog: http://atelierpontocomarte.blogspot.com



sexta-feira, 12 de julho de 2013

II Conferência Municipal de Cultura de Juiz de Fora


Iniciamos ontem a II Conferência Municipal de Cultura, com a presença de cerca de 150 pessoas inscritas  e uma apresentação inicial do Coral da FUNALFA regido pela Helen Barra que foi uma grata surpresa para todos. Belissímo!




O Superintendente Toninho Dutra fez  a leitura do regulamento e tópicos da conferência para aprovação da plenária. 


Após, ouvimos  a palestra de José Oliveira Jr.*


No início da sua fala ele cita a importância do elemento humano como o sujeito e o principal operador e beneficiário de qualquer sistema aplicado na sociedade.

Cita a Cultura como o centro das ações e não um acessório. “ A Cultura é o espaço de afirmação do sujeito e exercício de abertura ao outro."
A cultura precisa ser pensada também como:  modo de ser, de viver, de conceber o mundo, de relacionar-se com o mundo, de relacionar-se com as ideias, com a própria vida.

Ele classificou os investimentos na área cultural como perene e transitório. Sendo perene as políticas públicas /estado e transitório os projetos e gestores. Assegurou ainda que o prefeito, governador e etc tem que investir para todos e todos precisam ter acesso.

Em relação a pouca participação da sociedade cívil nos encontros e conferências ele questiona:

Qual a sua relação com o estado? 
Qual o papel que o cidadão acredita ter na vida da cidade? 
Quanto tempo o cidadão disponibiliza para a discussão coletiva sobre perspectivas para sua própria comunidade e para sua cidade?
Causas da pouca participação da sociedade cívil:
Falta de costume
Cultura paternalista
Falta de opções reais e concretas
Perspectivas individuais e utilitárias para poder decidir sair de casa
Preocupação com a democracia representativa e a formalidade
Fragilidade das informações sobre a realidade municipal
Inexistência de meios efetivos de divulgação
Pacto federativo
Medo de manipulação política por parte das autoridades.

Sugestão:
 comissões locais de cultura de caráter livre. Que poderiam manter encontros mais frequentes com o objetivo de decidir metas e prioridades para a comunidade.

Citando a questão de participação da sociedade e a função dos conselhos lembrou que menos de 4% dos municípios do estado tem plano municipal de transporte.

Como pensar em soluções sem metas?
Qual é a minha obrigação para a cidade?

O que vem a ser um sistema?
O Sistema é mais abrangente do que a simples interseção entre operadores e estruturas e operações. Passa a existir quando há  interação entre o cidadão e as estruturas  criadas para atender a sociedade.
A parceria entre os conselhos, orgãos públicos e a sociedade civil cria uma área comum de atuação.
Salientou que os operadores = gente.

As diretrizes de um sistema devem ser intocadas mas as ações podem e devem ser alteradas de tempos em tempos.
“O Jovem tem que estar envolvido no plano pois ele vai avaliar esse plano daqui há 10 anos.”
Diversidade – é composta de coisas cotidianas mais do que no exótico.
“Temos o direito de ser diferente.”

Criação:
. Estimular a criação
. Criatividade
. Inovação
 A inovação pode se pautar em dois pontos: respeito a memória e criação de novas memórias.

Circulação
Local/ regional / mundo

Formação artística cultural:
- formação inicial
- profissionalização
- Excelência artística
- gestores
- residência artística

Comunicação
. distribuição de conteúdos
- aproximar cultura educação  - muita coisa começa na escola.

Para pensar:
Que cidade eu quero daqui há dez anos?

Proteção:
Promoção do patrimônio e da memória.

Cadastro único de empreendedores – Uma forma de agilizar e otimizar o acesso a informação entre todas as áreas do município.
A cidade de Rio Branco possui  um cadastro único de empreendedores e, é a primeira a aderir ao Sistema Nacional de Cultura.

Finalizou indicando um site com informações sobre cultura:
Site http://sniic.cultura.gov.br/ – sistema nacional de informações e indicadores culturais - site experimental.


Rose Valverde
conselheira de artes plásticas CONCULT  JF

* Palestrante: José Oliveira Júnior, escritor, músico, publicitário; supervisor de pesquisa do Observatório da Diversidade Cultural; coordenador de projetos da Gerência de Cultura do Sesc Minas; consultor da Unesco para o MinC em 2012 para a implantação do Sistema Nacional de Cultura em Minas Gerais; diretor  de apoio ao trabalhador associado do Sated/Minas; coordenador da pesquisa "Mapeamento de Políticas Públicas para a Diversidade Cultural"; autor, entre outros, do livro "Pensar e Agir com a Cultura: Desafios da Gestão Cultural (Ed. 2011)" e de diversos estudos e artigos sobre cidadania e políticas públicas . fonte: http://www.pjf.mg.gov.br/funalfa/confmunicipaldecultura.php




sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais - 26/27 junho 2012

Depois de passar por Uberlândia, Divinópolis, Poços de Caldas, Montes Claros e Almenara, os debates sobre a implantação do Sistema Nacional de Cultura (SNC) em Minas Gerais chegaram a Juiz de Fora (Zona da Mata), no dia 26 de junho houve a última etapa da iniciativa promovida pelo Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais em parceria com a Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa mineira. A reunião, requerida pela deputada estadual Luzia Ferreira (PPS), teve a intenção de debater estratégias para a interiorização do Sistema Nacional de Cultura, ação realizada em parceria com a Representação Regional Minas Gerais do Ministério da Cultura (MinC), a Secretaria de Estado da Cultura e o Fórum de Políticas Culturais de Minas Gerais.
Aconteceu a audiência pública às 10h, na Câmara Municipal, aberta a gestores públicos dos municípios da região e representantes da sociedade civil interessados em conhecer e debater o SNC. À tarde houve orientações aos gestores sobre como fazer a adesão ao Sistema.
Anotamos a presença da Deputada Luzia Ferreira, de Bernardo Mata Machado (MINC), Toninho Dutra (FUNALFA), Sonia Maria Mello Queiroz (UFMG) e José de Oliveira Júnior (Consultor da UNESCO).
Bernardo Machado em sua fala destacou a importância de um pacto federativo entre a União, o Estado e o Município. Reforçou a necessidade da construção de uma política democrática de cultura que facilite o acesso de todos os cidadãos aos bens culturais.

Destaco o trecho em que listou alguns dos direitos culturais:
Direito a participação da vida cultural.
Direito autoral
Direito ao intercâmbio cultural
Direito a identidade cultural/ diversidade/ memória/ patrimônio cultural
Direito ao livre acesso aos bens culturais
Direito a livre difusão
Direito a livre participação na decisão de políticas públicas.

Citou a emenda 416 que visa incluir o Sistema Nacional de Cultura na Constituição Brasileira, que já foi aprovado em primeiro turno, além de ressaltar a necessidade da realização das conferências de cultura e os programas de formação e capacitação de artistas e profissionais da área cultural.

José Junior - Consultor da UNESCO no MinC

No dia 27 de manhã houve uma palestra com José Júnior - consultor da Unesco no Ministério da Cultura (MinC), finalizando as orientações sobre o Sistema Nacional de Cultura e a inserção de Juiz de Fora no Sistema Nacional de Cultura (SNC).O encontro foi no Anfiteatro João Carriço da Funalfa (Parque Halfeld), de 8h ao meio-dia.

Como participante do conselho municipal de cultura, representando a área de artes plásticas procurei me inteirar principalmente sobre as sugestões relacionadas a conferência municipal de cultura assim como os projetos de capacitação e formação de profissionais relacionados as Artes.
Vale comentar que durante a audiência da camâra procurei lembrar a estreita parceria com a arte-educação que é um dos pontos importantes para que possamos fazer uma união entre a produção artística e cultural do município e as escolas.

ESPERO EM BREVE DIVULGAR OS PRIMEIROS PASSOS PARA A CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA.

Até!!!