domingo, 18 de abril de 2010

22 de abril é Dia do Planeta Terra e do Descobrimento do Brasil


Criado em 1970 nos Estados Unidos, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson. Festejado em 22 de abril, foi o primeiro protesto nacional contra a poluição e ganhou países adeptos ao movimento, a partir de 1990.

Está na hora de deixarmos as reflexões e começarmos a agir em benefício do planeta buscando além dos recursos proporcionados pelo progresso da humanidade os recursos espirituais que podem nos orientar no caminho a seguir, substituindo os falsos valores, a corrupção e a ambição desenfreada pelos ideais de fraternidade, igualdade, ética e sabedoria.
Não conseguiremos sobreviver num planeta que sofre com as conseqüências da ambição e do egoísmo sem promovermos a substituição desses valores por uma transformação moral e espiritual que consolidará no planeta a necessidade de restauração e renovação da vida.
No livro de Chico Xavier encontramos importantes reflexões que nos impele a buscar a renovação espiritual, a educação de nosso povo, a fraternidade e a paz.


[...] o Brasil terá também o seu grande momento, no relógio que marca os dias da evolução da humanidade.[...]
[...] estudando alguns detalhes dos seus oito milhões e meio de quilômetros quadrados, se apaixonaram pela riqueza das suas possibilidades infinitas. Eminentes geólogos definiram-lhe os tesouros do solo e naturalistas ilustres lhe classificaram, a fauna e a flora, maravilhados ante as suas prodigiosas surpresas. Nas paisagens suntuosas e inéditas, onde o calor suave dos trópicos alimenta e perfuma todas as coisas, há sempre um traço de beleza e de originalidade empolgando o espírito do viajor sedento de emoções. Afãs, se numerosos pensadores e artistas notáveis lhe traduziram a grandiosidade de mundo novo, contando "lá fora" as inesgotáveis reservas do gigante da América, todo esse espírito analítico não passou da esfera superficial das apreciações, porque não viram o Brasil espiritual, o Brasil evangélico,em cujas estradas, cheias de esperança, luta, sonha e trabalha o povo fraternal e generoso, cuja alma é a "flor amorosa de três raças tristes", na expressão harmoniosa de um dos seus poetas mais eminentes[...]
[...]— Brasileiros, ensarilhemos, para sempre, as armas homicidas das revoluções!... Consideremos o valor espiritual do nosso grande destino.' Engrandeçamos a pátria no cumprimento do dever pela ordem, e traduzamos a nossa dedicação mediante o trabalho honesto pela sua grandeza! Consideremos, acima de tudo, que todas as suas realizações hão de merecer a luminosa sanção de Jesus, antes de se fixarem nos bastidores do poder transitório e precário dos homens! Nos dias de provação, como nas horas de venturas, estejamos irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz indestrutível, dentro da qual deveremos esperar as claridades do futuro. Não nos compete estacionar, em nenhuma circunstância, e sim marchar, sempre, com a educação e com a fé realizadora, ao encontro do Brasil, na sua admirável espiritualidade e na sua grandeza imperecível! HUMBERTO DE CAMPOS. (Espírito)[...]

XAVIER, F. C. Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho (pelo Espírito Humberto de Campos). 11. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.A primeira edição desta obra foi publicada em 1938.

sábado, 3 de abril de 2010

Se a lagarta pensasse chegaria a ver as estrelas?


Santa Ceia - Rose Valverde - Aquarela (2005)

O livro "Estela" de Camille Flammarion, aborda a importância da astronomia, objetivando a busca da verdade. Através de romance, mostra a sintonia perfeita entre Rafael e Estela, dois seres que denotam elevada evolução espiritual.

Num trecho deste livro uma interpretação maravilhosa do que somos capazes de ver...

[...]Se a lagarta pensasse, acreditaria morrer no sudário necromorfo da crisálida, pois não poderia adivinhar que a borboleta e ela são um só e mesmo ser. Seus olhos chegariam a ver as borboletas?

Dizeis sempre só admitir o que vemos. Então, para que serviriam o espírito, a reflexão, o entendimento, a razão? Sabeis o que vemos, mesmo em Física, em relação a luz? Nada, ou quase nada.

As vibrações etéreas, capazes de impressionar nossa retina e de serem sentidas pelo nosso nervo óptico, estão compreendidas entre dois limites muito reduzidos. Conheceis o espectro solar, do vermelho ao violeta, e sabeis que todos os raios visíveis aos olhos humanos estão compreendidos nesse espectro. Sabeis também que os raios se prolongam tanto além do violeta, quanto além do vermelho; que os primeiros, invísiveis, porém de grande potência química, são visíveis para o “olho fotográfico”, e foram fotografados com os seus riscos ou sulcos espectrais; e que os segundos, igualmente invísiveis para nós outros, são caloríficos e foram fotografados também, com o auxílio do bolômetro. Ora, sede pois, lógico e confessai que o mundo visível está longe de representar o mundo real. Atentai para o espectro atualmente conhecido: mede um metro. Vedes, ao centro, uma zona branca? È o espectro vísivel: mede cinco centímetros. Todos os outros raios nos passam despercebidos. Não sejamos, pois tão “positivistas.”

E porque vemos tão pouco do próprio mundo físico? Porque estamos muito próximos ao Sol.

Nossos olhos formados nesse meio tão luminoso, são quase cegos; nossa sensação óptica é rude, brutal, grosseira, e a amplitude das vibrações acessíveis ao nosso nervo óptico muito reduzida. Não vemos quase nada do que existe. Quando, saindo da viva luz de um lindo dia de Verão, entramos em um subterrâneo, nele nada podemos distinguir. Se os nossos olhos se tivessem desenvolvido no ambiente de uma claridade mais suave, mais temperada, à semelhança do que ocorre em Urano ou Netuno, por exemplo, seu campo de captação seria incomparavelmente mais extenso. Mas, é assim: estamos na Terra. Não é uma corda vibrante de harpa ou violino a que possui o nosso organismo; é uma barra de ferro. Não vibramos. Nessa condição a que chamamos “noite”, está o estado real do Universo. Ardemos com a proximidade do nosso Sol. Observai este escorço do sistema plánetário: Enquanto Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e os planetas transneturianos descrevem com majestade suas órbitas imensas na extensão – Mércurio, Vênus, a Terra e Marte giram dentro da própria órbita do astro deslumbrante, e é com dificuldade que os distinguimos. Nosso modo de percepção é acanhado e incompleto; A ciência, porém, o desenvolve, revelando à nossa razão o mundo invísivel, imensidade na qual o mundo visível não passa de ligeira e frágil bolha de sabão.

Paradoxo tão estranho quanto incontestável: a noite é o facho da Ciência. Sem a noite, não conheceríamos o Universo, nunca teríamos visto as estrelas. O dia apaga a imensidão dos céus[...].



Tive tantas visões de Cristo e em tantos momentos ele iluminou minha visão que não poderia deixar de registrar o que meus olhos “enxergavam” e o que o meu coração sentia.

Vejo sua trajetória não como um sacrifício, mas como um grande exemplo. Imagino a energia de seus olhos mil vezes mais luminosos e sem as nossas limitações pois sua visão vai além da matéria e abarca todas as dimensões do espírito...

Que a mensagem de Cristo ressuscite em nossos corações!

Amor e Paz...

sábado, 27 de março de 2010

Exposição de Adriana Pereira no CCBM - JF - MG


Dia 25 próximo passado foi o vernissage da exposição em homenagem a Adriana Pereira, com curadoria de Sérgio Sabo e Ricardo Cristofáro (diretor do IAD – UFJF).

A exposição acontece no CCBM, e no mesmo espaço aonde há alguns anos atrás Adriana desenvolvia seu trabalho no atelier de gravura, vemos suas obras que aparentemente pareciam esquecidas do público receber antigos e novos olhares.


Na galeria ao lado seu nome também consta como uma das homenageadas na exposição “Mulheres: Juiz de Fora - 160 anos”, que é uma referência aos 160 anos de Juiz de Fora, comemorados no próximo 31 de maio.


Fui aluna num dos cursos promovidos por ela com o Ruben Grillo, Ilustrador do Jornal do Brasil e que foi realizado no atelier de gravura. Trabalhamos juntas na FUNALFA – Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage de 90 a 94 e nesta época a sede da FUNALFA era no Espaço Mascarenhas. Na época da exposição “7 por 7 igual a 49” em que ela foi uma das expositoras o meu setor (de artes plásticas) era responsável pela divulgação dos eventos e o apoio na organização de exposições. Lembro que na época eu achava tão diferente as propostas da Adriana, hoje, com mais experiência eu diria que ela tinha uma visão mais contemporânea da arte do que eu, que sempre fiz obras mais figurativas, simbólicas ou diria até mais místicas. Mas independente de nossos caminhos serem diferentes compartilhamos do mesmo amor pela arte.


Me lembro das tantas conversas que tínhamos sobre arte, das histórias que Adriana contava sobre o curso que fazia no Rio, no Parque Lage. Uma vez, ela chegou com uma cópia da introdução do livro Historia da Arte de H. W. Jansen e me deu para ler, e este texto guardo até hoje. Falava sobre o que é arte? e possui um trecho sobre o gostar e o não gostar, que reli estes dias após fazer uma mudança em meus arquivos sobre arte e por coincidência usei a mesma frase: o que é arte? num de meus trabalhos em exposição no projeto da Confraria de arte - IDENTIDADE que está na Casa de Cultura (UFJF).

Possuo uma pequena gravura de Adriana que guardo com carinho e que mostro hoje para vocês.

Como pássaro cantando na madrugada
Adriana de olhos doces
sempre será lembrada

sexta-feira, 12 de março de 2010

OZETÊS estão indo embora...


Desde 2007 quando iniciei a oficina de desenho em quadrinhos do CEM (Centro de Educação de Jovens e Adultos -JF) iniciei uma coleção de tirinhas de quadrinhos publicadas na Folha de São Paulo.
A triste notícia do assassinato do Glauco hoje me deixou triste e revendo suas histórias a gente pode perceber sua preocupação com a violência crescente e a maneira pela qual ele brincava com a morte e com a vida.


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OZETÊS desta vez estão mesmo indo embora...
Para nunca mais!
O Glauco deve ter ido com eles...
Abduzido...

PUF PUF PUF PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ PAZ

quinta-feira, 11 de março de 2010

Circuito de Arte- Confraria de Arte - IDENTIDADE




Trabalho coletivo - Confraria de Arte

Circuito de Arte - Confraria de arte - IDENTIDADE
de 10 a 31 de março de 2010
Casa de Cutura - UFJF - JF - MG
exposição . palestras . oficinas . debates

mais informações sobre o Circuito de Arte em: http://www.confrariadearte.blogspot.com




Escolhi está frase para interagir com o tema da exposição da Confraria de Arte – IDENTIDADE.
A Arte Digital foi uma opção para desconstruir a idéia do traço.
A imagem digital é virtual, não real, quase ilusória.
O boneco articulável que utilizo em minhas aulas brinca com uma identidade dúbia – homem-mulher. Até o chamo de “bis”, não do chocolate, mas de bissexual mesmo. O ser espiritual que somos nós, não tem sexo também...
Os Retratos de ex-alunos que fazem parte do meu arquivo digital vieram ampliar a questão da imagem de todos nós. E cada aluno retratado tem uma história, uma trajetória. Cada retrato é um mergulho em outro EU.
Auto-estima, auto-imagem, Qual é a nossa cara? Qual é a cara do Juizforano? Qual é a cara do Brasil?
E a identidade de Juiz de Fora? A estação de trem... o morro do Cristo... Pedaços da cidade que são parte de um todo são a identidade de nossa cidade.
E enquanto brinco com a identidade me lembro de uma aluna que perguntou ao ver uma exposição: Isto é Arte?

...
tUDO É aRTE?
o QUE É ARTE?
QUE ARTE?
ARTE?

Rose Valverde