Início de férias é sempre bom e aproveito para por em ordem a papelada que a gente junta o ano todo. Mas remexendo em alguns papéis antigos achei um envelope escrito: Documento Histórico Inauguração do Cine Theatro Central, com a letra da minha mãe. E, abrindo o envelope encontrei um exemplar da Revista Central – 30 de março de 1929 – Anno 1, N. 1. Como o Cine Theatro Central está comemorando seus 80 anos achei que gostariam de ver a primeira página desta revista.
E, para completar a foto que tirei da sua fachada iluminada para lembrar que o Natal está chegando.
Hoje acordei e logo após uma música me chamou a atenção, corri para a janela e vi uma banda que estava em forma na rua e tocava uma música de Natal. Fiquei alegre em ver algo que há anos não via.
Na minha cidade, Três Rios, também tem uma banda a 1° de Maio, que vai fazer 100 anos em 2010 e que teve como um dos fundadores meu bisavô. Desde pequena no dia primeiro de maio acordávamos cedo para ver a banda passar pois neste dia ela percorria toda a cidade comemorando seu aniversário com música. São lembranças boas que guardamos e que nos faz sorrir.
Depois que a banda passou fiquei pensando, que banda é está ? Ai me lembrei que caminhando pelas ruas próximas vi um prédio pequeno, simples com uma placa com o nome de uma banda, já nem lembrava o nome mas, a “bendita internet” me ajudou, é a Sociedade Musical Tenente Januário que funciona aqui perto, na Rua Humaitá, 140.
Seria tão bom se a gente tivesse a oportunidade de ter maior contato com a música e desta maneira tão interessante como ver uma banda desfilar numa manhã de domingo nas ruas do bairro...
Momentos de alegria, momentos de acreditar no amanhã e desejar que no próximo ano a música preencha mais os nossos momentos trazendo Paz e Alegria para todos.
* A foto acima foi tirada num encontro de Bandas no Parque Halfeld há anos atrás. Sempre achei bonito ver os músicos tocando.
Lendo uma notícia hoje na Tribuna de Minas fiquei pensando sobre as oportunidades que temos de preservar nossa cultura . Está na hora de agir...
Vejam um trecho da reportagem:
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) divulgou, na semana passada, a pontuação final dos municípios no ICMS Patrimônio Cultural. Com 19 pontos, Juiz de Fora é um dos contemplados e receberá, no próximo ano, repasse estadual proporcional à nota obtida. Mariana, Ouro Preto e Santa Bárbara foram as cidades que mais pontuaram, obtendo, respectivamente, 40, 38 e 34 pontos.
Segundo o diretor da Divisão de Patrimônio da Funalfa, Paulo Gawryszewski, a base para pontuação são itens como criação de uma lei municipal de proteção ao patrimônio cultural, programas de educação patrimonial, bens culturais tombados, elaboração de inventário de proteção ao acervo cultural, além de outras ações de proteção, como investimentos em bens e manifestações culturais. “Com os pontos obtidos, a Prefeitura de Juiz de Fora deverá receber cerca de R$ 300 mil”, calcula Gawryszewski.
É isso ai, nossas manifestações culturais devem ser valorizadas e incentivadas...
O Cem possui várias oficinas de formação sócio-artístico-cultural com o objetivo de desenvolver habilidades e promover a cidadania. Temos várias turmas de adolescentes, adultos e turmas com necessidades especiais.
IV Mostra de Artes do CEM – 17 de dezembro de 09h as 11h – Dança: Prof.a Fernanda Oliveira; Teatro – Prof. Phiter; Inglês – Prof. Miguel; Espanhol – Prof.a Sandra; Desenho em quadrinhos – Prof.a Rose Valverde e Desenho artístico – Prof.a Rose Valverde.
trabalhos da turma de desenho em quadrinhos - Profa Rose Valverde.
Desenho artístico - As gêmeas Laiane e Larissa com seus desenhos.
Apresentação da Oficina de Dança Contemporânea -Prof.a Fernanda Oliveira.
Apresentação da turma de Inglês - Prof Miguel.
Apresentação da turma de Espanhol profa Sandra - na foto leitura de um poema feita por um aluno def. visual.
Apresentação da peça "Os viajantes" pelos alunos do prof Phiter.
Todos se uniram para participar destra mostra que foi muito aplaudida pelos amigos e familiares presentes e que emocionou a todos nós.
Encerramos o anos felizes com tantas conquistas e com a certeza de que no próximo ano, em 2010, teremos novas e boas colheitas...
V CEM Fashion Show - Conheçam um pouco do nosso trabalho.
Desfile do curso de Costura Industrial (11/dez):
Desenho de Moda - As alunas desfilaram com roupas confeccionadas pelas alunas de Costura Industrial e com peças customizadas pela aluna Lídia e exibimos a coleção de roupas em "Bonecas de Papel" - mais fotos no site:www.rosevalverde.art.br /arte-educação/ curso de desenho de moda / turma do 2° semestre de 2009.
Aproveito para lembrar que teremos inscrições
para as novas turmas de 2010
no dia 05 de janeiro a partir das 08h
(trav. Dr. Prisco, 57- Centro)
A inscrição será por ordem de chegada.
Um agradecimento especial a todos que nos apoiaram neste desfile
e a todas as alunas que demonstraram muito talento e cratividade.
Ontem a noite voltava pra casa as 19h10m e vi que o ponto estava lotado, chovendo, e as pessoas revoltadas com a espera. Algumas estavam desde as 18h no ponto. Chegou um ônibus as 17h40m aprox. e estava lotado, vi então uma coisa inusitada acontecer: uma senhora idosa desceu do ônibus e reclamava que era um absurdo ela ter que viajar num ônibus lotado já estava com os dedos do pé quebrado e sendo espremida na frente do ônibus. Resultado, mais uns vinte minutos de espera para essa senhora porque o ônibus só apareceu por volta das 20h e alguns minutos. Quando desci perto de casa vi que logo atrás vieram vários ônibus vazios e um atrás do outro. Contei cinco ao todo.
Vale refletir... No ônibus todos reclamavam e as pessoas falavam que já tinham cansado de ligar reclamando para a Empresa e a resposta dada era sempre de desconsideração e falavam que a linha tem muito idosos e que se colocarem mais ônibus a empresa fica no prejuízo.
Resultado: Idosos maltratados, usuários descontentes, atrasos, cansaço e uma triste constatação. Envelhecer sem carro é a “Treva” como diz o jargão da novela das sete.
E olha que a maioria dos usuários saem do serviço cansados e nem tem tempo de assistir a tal novela.
Como estou com um problema no pé, que me impede de caminhar como fazia antes, estou vivenciando agora a tortura diária dos usuários de ônibus em Juiz de Fora.
Não gosto de criticar somente, acho que temos que pensar em soluções.
Mas gostaria de mostrar alguns textos que encontrei sobre esta questão.
[A crítica vinda dos vereadores recaiu sobre o número de usuários do transporte coletivo como base de cálculo da tarifa. Conforme explicou o secretário, o valor da passagem de ônibus considera apenas os cerca de oito milhões de pagantes mensais do sistema. O cálculo exclui os quase dois milhões de usuários de 23 categorias beneficiadas pela gratuidade.
Para os vereadores, a metodologia fere o artigo 195 daLei Orgânica do Município, que determina que o cálculo da tarifa de ônibus deve considerar todos os usuários do sistema, pagantes ou não. O secretário, por sua vez, rebateu dizendo que a gratuidade deve ter sua própria fonte de custeio, seja do poder público ou privado. "Nenhuma cidade que não possui subsídio da gratuidade calcula o valor da tarifa considerando os passageiros que não pagam."] Fonte: www.acessa.com
Trecho de uma entrevista de seis anos atrás da Revista Ônibus - ano IV - Nº 20 • MAIO/JUN 2003 - Por Marcos Machado e Gabriela Guimarães
“Não é justo o usuário pagar pela gratuidade. É necessária uma política de custeio.
A saúde e a educação, por exemplo, recebem recursos com destinação permanente”
Nazareno Stanislau Affonso
R.O.: Os empresários de transporte do Rio de Janeiro argüiram na Justiça a constitucionalidade da lei estadualque concede gratuidade a idosos e estudantes. O Tribunal de Justiça doEstado derrubou a Lei, por 17 votos a 1 e os empresários e o governo do Estado buscam de forma conjunta uma
forma de custear essas gratuidades. De que forma os benefícios da gratuidade podem ser preservados sem tornar a tarifa mais cara?
N.S.: Não é justo o usuário pagar pela gratuidade. É necessária uma política de custeio. A saúde e a educação, por exemplo, recebem recursos com destinação permanente, enquanto que do transporte é o mercado que cuida. O transporte também é um serviço social. Já o automóvel, que é individual, recebe investimentos na forma de novas vias e estacionamentos, como se fosse um direito social. Os governos estaduais podem destinar parte do IPVA para uso no transporte público, como foi feito em São Paulo para recuperação dos trens metropolitanos.
Como podem ver este problema já foi detectado e não é de hoje, cabe a quem encontrar soluções? Ao Presidente? Governadores? Deputados? Vereadores? Prefeitos? Confesso que não sei exatamente quem pode nos ajudar, mas acho que toda a população deve pensar juntos e exigir uma ação eficiente para resolver está questão.
Eu particularmente tenho uma pequena sugestão: criarem uma linha de ônibus que atenda a um tipo de circuito da saúde e que passe em vários bairros próximos a clínicas de fisioterapia e hospitais e que poderia fazer um percurso do tipo: Hospital Universitário – R. Olegário Maciel – Hospital Monte Sinai – Av. Independência – Albert Sabin – Praça da Estação – João Felício (via av. Brasil) e retornaria a Rio Branco próximo ao Manoel Honório descendo ate a Getulio Vargas e contornando a independência e retomar ao roteiro para o HU. Isso ajudaria a desobstruir as linhas centrais reduzindo o número de idosos e pessoas que necessitam de tratamento de saúde. Ajudaria a desafogar as linhas de ônibus que passam pelo centro, e que concentram os trabalhadores, estudantes e demais usuários.
... Bem, vão me perguntar por que cargas d’água eu estou falando sobre transporte público HOJE. Porque hoje, 10 de dezembro, é o Dia Internacional dos Direitos Humanos e um dos direitos que temos é o de ir e vir, não?
...E exatamente hoje, estou me aproximando da contagem regressiva para alcançar a fase, que dá nome a série global “Cinquentinha”. Ai, a gente começa a sentir os reflexos de anos de trabalho e de luta e pensa mais “em viver a vida” e com o máximo de qualidade possível.
As pessoas deveriam pensar mais sobre o dia de amanhã e buscar soluções para uma vida mais digna e tranqüila.
Continuo levantando a minha bandeira, pela EDUCAÇÂO e pelo RESPEITO ao ser humano. E termino apresentando o artigo que eu mais defendo...
Artigo I
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS - Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948